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"No PSD, estamos habituados a fazer as nossas campanhas
internas, sem que com isso consigamos dar nenhum contributo aos nossos
adversários para que no dia a seguir às eleições nos possam dizer que não nos
respeitamos, que não sabemos digerir as nossas diferenças, que não nos sabemos
unir em torno daquilo que é essencial", afirmou Pedro Passos Coelho,
sustentando que "o essencial é sempre o país".
Para o presidente do PSD e primeiro-ministro, "a
generalidade das pessoas presta atenção a estes pormenores".
"A genética" do PSD é "diferente daquela que
se pode observar em muitos outros", defendeu.
Pedro Passos Coelho voltou a criticar a herança deixada por
anteriores governos, referindo que "a competitividade das empresas foi-se
perdendo, os défices da economia foram-se acumulando" e a dívida privada
aumentou.
"Não estamos a fazer outra coisa se não pagar os
calotes e as dívidas do passado. E estamos sempre a reconhecer mais dívida
gerada" por governos anteriores, sublinhou o primeiro-ministro, referindo
a transição do "défice tarifário para a dívida pública", que pretende
fazer desaparecer "em 2020".
Os três anos de governação de Passos Coelho foram dedicados
à estabilização "da situação financeira do país, mas também a reformas
estruturais importantes", disse o presidente dos sociais-democratas,
considerando que seria necessário "atuar sobre o número dos efetivos"
públicos, contudo o Estado "só pode contar com aqueles [funcionários] que
se vão aposentando ou que vão rescindindo".
"Esses instrumentos não estão à nossa disposição, mas
podemos simplificar muito a vida dentro do próprio Estado", realçou,
apontando para uma segunda legislatura para que o Governo possa "concluir
o processo de reforma do Estado, que ninguém teve coragem de fazer ao longo dos
anos".
O primeiro-ministro falava num jantar, durante o qual
tomaram posse os novos órgãos sociais do PSD do distrito de Coimbra, em que
também esteve presente Marco António Costa, vice-presidente do partido.