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Luís Montenegro acusa o PS e o Governo de procurarem manipular estatísticas, escondendo a “realidade concreta das pessoas”. “O Partido Socialista rendeu-se aos números. O PS, hoje, é o partido que tenta manipular e utilizar estatísticas, para esconder aquele que é o sofrimento de muitas portuguesas e de muitos portugueses, de muitas famílias e de muitas instituições”, salientou.
Num balanço ao périplo “Sentir Portugal em Leiria”, este sábado, nas Caldas da Rainha, o Presidente do PSD frisou que, também, nesta região, “entre o discurso político do Governo e do Primeiro-Ministro e a realidade quotidiana das pessoas” há “uma diferença do tamanho do mundo”, porque “as pessoas estão com mais dificuldade do que nunca em poderem aceder a bens fundamentais” e “os reflexos do caminho de empobrecimento do país chegaram à vida das pessoas”.
O líder do PSD aludiu a uma frase que proferiu, em 2014, quando disse que “A vida das pessoas não está melhor, mas o país está muito melhor”, frase essa que “agora vários membros do Governo” têm reproduzido de forma “mais ou menos direta”. “Só que há uma pequena diferença: em 2014, nós estávamos num processo de recuperação de ascensão social e económica e agora não estamos”, precisou.
Um dos maiores fracassos dos Executivos socialistas é a política de habitação. “A política de habitação em Portugal foi um falhanço total. O Primeiro-Ministro, há cerca de cinco anos, disse ao país que no ano em que se ia celebrar 50 anos do 25 de abril não iria faltar uma casa condigna a nenhum cidadão português. Nós estamos a menos de um ano dos 50 anos do 25 de Abril e já temos uma certeza: essa promessa do dr. António Costa foi mais uma quebrada. Foi mais uma apresentada naquele tom pomposo, com um PowerPoint, com aquela convicção muito ‘sui generis’ do Primeiro-Ministro, de que tudo vai acontecer, de que tudo parece que acontece, instantemente, com o seu anúncio. Só que há um problema: há uma realidade onde as coisas não chegam”, insistiu.
Luís Montenegro lamenta que o PS se tenha afastado do seu pendor humanista. “Por estes dias, lembro-me de um slogan que o engenheiro Guterres utilizou nos idos anos 90, quando ele disse ao país que os portugueses não eram números, eram pessoas. O engenheiro Guterres, com essa visão, faz falta a este Partido Socialista. Essa vocação humanista, personalista, que nós temos no PSD, não está, hoje, no código de ação do Partido Socialista”, concluiu.