«O PSD tem sido consistente nos apelos à necessidade de consensos com o PS»

25 de abril de 2015
PSD

O vice-presidente do PSD aplaudiu hoje as referências do Presidente da República à necessidade de consensos, responsabilizando o PS por não terem sido possíveis compromissos em áreas estratégicas como a Segurança Social.

“É importante que o sentido futuro da intervenção do Presidente da República seja tido em conta sobretudo no que toca à questão dos consensos e dos compromissos. O país tem ainda problemas difíceis para resolver e se alguns continuarem a rejeitar essa necessidade será seguramente mais difícil para Portugal”.

Questionado se este não será apenas um discurso retórico, depois de PSD e PS já terem publicado rejeitado qualquer tipo de entendimentos, inclusive a nível de acordos eleitorais, o vice-presidente social-democrata defendeu que o seu partido mantém a disponibilidade para compromissos.

O PSD tem sido consistente nos apelos à necessidade de consensos com o PS para a resolução de questões fundamentais para o futuro do país. Infelizmente, por razões puramente eleitorais, o PS tem recusado esses consensos até em áreas que são absolutamente estratégicas e mereceriam esses consensos, como é o caso da Segurança Social”.

Não é o facto de o PS não conseguir infelizmente estar à altura dessas responsabilidades que nos fará alterar a nossa atitude”.

O Presidente da República insistiu hoje na necessidade de compromissos interpartidários imprescindíveis para garantir a estabilidade política e a governabilidade do país, recusando o conflito, a crispação, a conflitualidade política e a agressividade verbal.

"Ao fim de quatro décadas de democracia, os agentes políticos devem compreender, de uma vez por todas, que a necessidade de compromissos interpartidários é intrínseca ao nosso sistema político e que os portugueses não se reveem em formas de intervenção que fomentam o conflito e a crispação e que colocam os interesses partidários de ocasião acima do superior interesse nacional".

Matos Correia saudou ainda as referências no discurso de Cavaco Silva a questões como a natalidade, Segurança Social ou Serviço Nacional, dizendo que são temas que têm feito parte “das prioridades” da maioria PSD/CDS-PP.

Questionado sobre a polémica dos últimos dias sobre uma eventual alteração às regras de cobertura jornalística das campanhas eleitorais, o vice-presidente do PSD sublinhou que não foi a maioria PSD/CDS-PP que pretendeu introduzir qualquer limitação à liberdade de imprensa.

Os documentos que estiveram em cima da mesa foram meros documentos de trabalho, em nenhum circunstância para nós esteve em causa qualquer tipo de visto prévio ou limitação à liberdade de imprensa. Outros que tiveram essas ideias - e que não constavam da nossa proposta que é a única em cima da mesa - deviam assumir as suas responsabilidades”, disse, numa referência clara ao Partido Socialista.